PORTUGUÊS PARA ESTRANGEIROS DO INSTITUTO MINDSET

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A língua portuguesa: como o próprio nome diz, ela vem de Portugal, o país que colonizou o território do Brasil e lhe impôs seu idioma. E, portanto, hoje, mais de 500 anos do início dessa ocupação europeia, nós falamos português e pronto. Certo? Bem, assim como a maioria dos temas relacionados ao nosso país, nada é tão simples assim. E ensinar a língua que falamos aqui aos estrangeiros é uma tarefa igualmente complexa.

Neste texto, vamos explicar como o Instituto Mindset ensina o português brasileiro para os estrangeiros que vêm viver e morar por aqui.

Mas primeiro, precisamos entender que língua (e que nação) é essa que precisamos entender e ensinar.

 

Que país é esse?

Em termos históricos, é possível afirmar que fala-se português no Brasil por mais ou menos a mesma quantidade de tempo em que não se falou português por aqui. Até meados dos anos 1700, era o tupi que reinava. Duas línguas derivadas dele eram as mais faladas – a língua geral amazônica e a língua geral paulista. A primeira deu origem ao nheengatu, ainda falado em algumas regiões do Norte. E a segunda era a que dominava o sul, sudeste e centro-oeste, com a expansão das atividades dos bandeirantes paulistas por essas regiões. Os bandeirantes, e todos os paulistas, não falavam português. Mas conviviam com os portugueses que chegavam pelo Rio de Janeiro e pelas cidades costeiras paulistas para governar (ou tentar, ao menos) a região.

Toda essa influência indígena emprestou muitas palavras ao português – nomes da flora e da fauna, principalmente, assim como os nomes próprios de lugares. Em São Paulo, você pode comer mandioca e tomar um suco de caju perto do vale do Anhangabaú sem nem se dar conta de que essas palavras são de origem indígena.

Depois, com a intensificação do tráfico de escravos, uma nova onda de influências africanas mudou muito a cara da língua portuguesa do Brasil. Samba, farofa, camundongo, acarajé, caçula, cafuné e cochilar são todas de origem africana. E há muitas outras.

Se não fosse a chegada da família real portuguesa ao Brasil, em 1808, talvez falaríamos uma língua muito mais distinta em relação ao português europeu. Mas o estabelecimento de sistemas de ensino e administração centralizados impediu um distanciamento ainda maior. O português finalmente se firmava como a língua dos brasileiros, ainda que com suas particularidades em relação a Portugal.

Depois, grandes imigrações europeias (e japonesa), principalmente para o sul e sudeste, apimentaram ainda mais a pronúncia do idioma. Com isso, veio o estabelecimento dos nossos muitos atuais sotaques. Tudo isso é para dizer que ensinar PLE (português língua estrangeira) deve ser acompanhado de uma forte ênfase histórica e cultural. Pois não há uma única língua portuguesa. E a língua reflete uma carga de valores e hábitos que ajudam a compreender também o povo brasileiro.

 

Que língua é essa?

Agora que já falamos das origens culturais do português brasileiro, vamos entender de que modo a ensinamos. Primeiramente, nosso objetivo é ensinar o que chamados “português brasileiro padrão”, ou “estandardizado”. Fundamentado na gramática normativa e na pronúncia dos grandes centros comerciais (São Paulo e Rio de Janeiro), é a língua da televisão e da rádio.

Um habitante de Manaus, Porto Alegre ou Recife escuta e vê o mesmo Jornal Nacional que os paulistas e fluminenses. É a “língua de prestígio”, ou seja, aquela que a cultura consagrou como a normativa e institucional. Está nos documentos oficiais, na administração pública, nas universidades e nos livros didáticos.

Porém, os habitantes dessas cidades não falam da mesma maneira, em sua grande maioria. No Brasil, quase todo mundo conhece e entende a língua de prestígio e quase todo mundo fala uma outra variante dela com suas famílias e amigos. Os paulistas e fluminenses também. Na cidade de São Paulo, o sotaque pode mudar até entre diferentes bairros!

Por causa de tudo isso, para cada aluno novo, consideramos o que ele precisa fazer, onde vai morar, se veio à trabalho, etc. Só assim sabemos de que forma ensinar a língua e de assuntos tratar com essas pessoas. Sempre, é claro, ensinando o português padrão. E introduzindo os coloquialismos do português das ruas conforme é possível e necessário.

 

Que aluno é esse?

O Instituto Mindset recebe uma maioria de alunos estrangeiros interessados em trabalhar e fazer negócios no Brasil. Por isso, fazemos questão de situar o curso dentro de um contexto geralmente mais padronizado.

Ensinamos uma gramática alinhada ao que de fato se lê e se escuta no ambiente de trabalho, no jornalismo, nos e-mails profissionais, etc. E vamos ensinando as características principais da pronúncia do português – como produzimos os sons das vogais tônicas, como sabemos qual é a sílaba tônica de “comi” e de “como”, etc…

Em alguns casos, como nos de falantes de espanhol, temos que fazer um trabalho intenso de desambiguação. Pois devido à grande semelhança entre as línguas, esses alunos “correm o risco” de entenderem e serem entendidos sem nunca de fato diferenciar uma coisa da outra – o limbo do portunhol.

Há também casos em que um estudante vem para São Paulo para fazer o curso e depois se dirigir a outra região do país. Nossos consultores então aliam o ensino do português padrão com as particularidades que o estudante encontrará nesses lugares. Pelo menos para que possam entender, ainda que falem a norma padrão.

Tudo para que o aluno (e sua empresa) recebam a instrução certa para o pleno exercício de suas funções profissionais e para a socialização. E, quando requisitado, também preparamos os alunos para a certificação de fluência em português brasileiro – Celpe-Brás.

Por isso, entre em contato com o Instituto Mindset e veja como podemos ajudar a transformar a vida de estrangeiros no Brasil!

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