POR QUE VOCÊ NÃO DEVE TRADUZIR PARA O INGLÊS

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Surpreso com o título? Perguntando-se “ora, se não podemos traduzir as línguas entre si, o que você sugere? Que todo mundo só aprenda?”

Felizmente, não é tão preto no branco assim.

A tradução é fundamental e uma ponte indelével para a compreensão entre duas línguas. O que acontece é que quando estamos aprendendo inglês, principalmente no começo, precisamos evitar esta prática o máximo possível. O motivo de evitá-la é exatamente para podermos fazer o processo de aprendizado ser o mais suave possível, além de outros pequenos probleminhas que veremos ao longo do texto.

 

Língua diferente, gramática diferente

Não são só os continentes em que moramos que mostram uma clara diferença entre nossos hábitos e culturas. Entre o português e o inglês, há uma gama muito ampla de diferenças, entrando aí o vocabulário e a própria gramática das duas línguas. Ou seja, com as línguas diferentes, vêm diferentes maneiras de pensar.

Um exemplo bem claro é o Present Perfect (presente perfeito). Ele não possui um equivalente… bem, perfeito, em nossa língua. Ele descreve ações que começaram em algum momento no passado com conexão com o presente, mas deixando a data ambígua.

Por exemplo:

I have been waiting for you.

Se você tentasse traduzir literalmente, que é o problema que expomos para o aprendizado e compreensão do inglês, se confundiria todo para tentar explicar o “have” da frase.

“I haven’t eaten at that restaurant yet” – “Eu não tenho comido naquele restaurante ainda?”

Não soa nada bem, e até não faz sentido, certo?

Esse é um exemplo do que estamos falando. É preciso saber como a língua funciona e interpretar suas nuances. Uma tradução apropriada seria:

Ainda não comi naquele restaurante.

Agora vejamos o passive voice (voz passiva). Nela, o receptor da ação é o foco, e não quem está executando a ação:

He was given a warning = “Ele recebeu um aviso”, e não “ele foi dado um aviso”.

Ou seja, dizer “ser dado alguma coisa” é possível em inglês, mas não em português. Traduzir literalmente a frase não vai te levar a lugar nenhum.

Mas essas questões vão além da gramática, pois…

 

A palavra certa não é a mesma

No Brasil, perguntamos se uma pessoa “tomou” o remédio, certo?

O que “tomamos” ou “bebemos” podem ser bebidas, também. “Tomou esse refrigerante novo?”

Logo, a pessoa pode equivaler “tomou” a “beber” em seu vocabulário. O problema é que embora no Brasil os termos sejam naturalmente intercambiáveis, não é assim em inglês. Logo, você poderia acabar com o seguinte:

Você tomou o seu remédio? = Did you drink your medicine?

O que soa plenamente esquisito em inglês. A frase adequada seria “Did you take your medicine?”.

Outro exemplo é a expressão “meio termo” – uma situação intermediária. Em inglês, existe uma expressão parecida: mid-term.

Só que “mid-term” não se refere ao nosso meio termo! Mid-term é usado para falar de períodos específicos, intermediários, tanto para política quanto para negócios! Um exemplo são as midterm elections, eleições que são feitas próximas à metade do mandato de um presidente.

Também existem os midterm exams, exames intermediários para estudantes, no meio de um período de classificação ou no meio de trimestres ou semestres.

Imagine: você está comparando dois tipos de tempero – e um é muito salgado e o outro é muito suave. Daí você diz que um outro é uma boa terceira alternativa… e você a chama de “mid-term”. Pode dar curto-circuito na cabeça dos gringos…

E isto é ficando apenas na ponta do iceberg – existem também os phrasal verbs, onde as expressões adquirem significados distintos pelo contexto. Por um exemplo, “hit someone” é acertar/bater em alguém. Mas, “hit ON someone” é “paquerar/cantar alguém”!

É por isso que é necessário familiarizar-se com a língua, entender como ela funciona. Não caia nessa de acreditar que a tradução literal é a maneira correta de aprender inglês.

 

O humor exemplifica bem

Vamos ver outros exemplos práticos de por que de evitar essas traduções literais? Principalmente de quando ela dá errado – bem errado.

Embora esteja esquecido hoje em dia, um dos primeiros memes virais, antes dessas classificações sequer existirem, foi uma maluquice chamada “All Your Base Are Belong To Us” no final de 2000. É que descobriram que havia um jogo de videogame japonês chamado “Zero Wing”, lançado para Mega Drive, que tinha um prólogo de história robusto para a época.

Só que o inglês dos desenvolvedores não era nada robusto. O que nos deu algumas pérolas, como:

“Somebody set up us the bomb” (Alguém nos instalou a bomba)

“Main screen turn on.” (Tela principal liga)

“All your base are belong to us.” (Toda sua base é pertence a nós)

“For great justice” (Para grande justiça)

Quando a internet deu com a descoberta, não perdoaram. Covers da música do videogame com as frases de inglês quebrado e memes estouraram mundo afora. Você pode conferir vários aqui: https://knowyourmeme.com/memes/all-your-base-are-belong-to-us

E como o pessoal que desenvolveu esse jogo é do Japão, logo fica bem claro que problemas com tradução literal não são exclusividade nenhuma nossa!

Mas outras coisas são exclusividades nossas, como o Greengo Dictionary, que de maneira bem humorada traduz expressões nossas literalmente para o inglês. Há centenas de ‘verbetes’ para você dar uma olhada e algumas risadas, como “laughing not to cry” (rindo para não chorar). Confira: https://www.instagram.com/greengodictionary/

Esperamos que tenha ficado mais claro que você deve evitar a tradução literal, ainda mais se estiver começando a aprender a língua. Imagine você tentar ajudar alguém e acabar dizendo “I will free your face” “eu vou livrar a sua cara”! Não vai rolar. MESMO.

Então fique ligado no blog do Instituto Mindset para melhorar cada vez mais!

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